Bees: Pintura Encáustica na Exposição Coletiva do Grupo 7

Atualizado: 5 de set.

Tenho muito respeito pelas minhas amigas abelhas.

Sem elas, não seria possível o meu trabalho e a minha pesquisa.

Aqui no ateliê elas sempre vêm.

Hannah, minha gata ficava doida correndo atrás das abelhas. Eu tinha medo que ela acabasse caindo no pote de cera derretida.

Teve apenas uma vez que levei uma picada de abelha no ateliê. Não percebi que tinha uma abelha caminhando no meu pescoço, passei a mão e levei uma picada.

Doeu.


Fora isso, nunca fui picada, mas resolvi colocar telas no ateliê para proteção da gata.


Nós, os artistas da CasaGaleria Loly Demercian, passamos os meses de maio e junho nos reunindo para fazer uma exposição de ocupação em julho. Cada artista irá mostrar uma pesquisa, um assunto, algo que o intriga e que tenha conexão como algum trabalho de outro artista do grupo. Lemos um texto, discutimos sobre a experiência do sensível, sobre o Corpo Sem Órgãos[1]. Pensamos esse corpo sem uma organização para a invenção de algo novo, com novas disposições, novas sensações.


Experimentamos.

Ao experimentar me voltei para quem sempre quero agradecer e que na verdade a elas depende a polinização do planeta, as abelhas.

Ao pensar nelas, vejo que a vida é tão rara, tão delicada.

Tênue

Com uma fina linha fui grudando pequenos papéis de arroz que foram passados na encáustica e neles fui fazendo transferências de imagens de diferentes tipos de abelhas. Resultando em um comprido rendado pendurado ao sabor do vento.

Em outra experiência, escolhi uma ilustração de abelha e em seis pranchas de papel fui fazendo recorte em seu corpo até sobrar apenas uma lembrança. Essas pequenas pranchas foram embebidas em encáustica e ficam penduradas a uma certa equidistância que a fazem bailar no ar.

Pequenas abelhas feitas de encáustica percorrem a parede até chegarem na instalação de Marietta Toledo, feita com pequenos saquinhos de ar, recobrindo as paredes de uma diminuta sala. Seria uma “colmeia”? Não sei, mas assim a denomino, uma vez que as “encáusticas abelhas” são atraídas e estão determinadas a instalarem-se ali.


Foi muito bom a vivência e experimentação junto com o Grupo 7 (Ana Carmen Nogueira, Azeite de Leos, Maurity Damy, Marietta Toledo, Milton Blaser, Raphaelle Faure-Vincent, Sueli Rojas) Venha ver, sentir e quem sabe intervir.


A exposição será aberta dia 12 de julho até 10 de agosto.


CasaGaleria e oficina de arte Loly Demercian Rua Fradique Coutinho 1216, 05416001 – São Paulo

Abertura: Sexta-feira, 12 de julho de 2019 de 18 às 23h



[1] Deleuze e Guattari,  Anti-Édipo (1972): Cap. I As máquinas desejantes e  Mil platôs (1980), o capítulo I do vol. 3: “Como criar para si um corpo sem órgãos” (CsO). 


Ana Carmen Nogueira, Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie. Graduação em Artes Plásticas. Especialista em Educação Especial com aprofundamento na área de deficiência visual e Arteterapia.


Desenvolve pesquisa de pintura encáustica, ministra cursos desta técnica e atua como Arteterapeuta no Ana Carmen Ateliê de Arte.


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